São robalos,
senhor! São robalos!
O Adérito aprecia imenso pescar robalos ao “spining”. Às vezes, reduz
à estupefacção os robaleiros batidos da Ilha. Como é possível?
Aqueles pescadores do molhe, uma manhã inteirinha a rasgarem o ar e a
cortarem a água, silvando as canas para a ria, com as amostras feitas balas, na
sedução destes peixes míticos. Por qualquer razão, tinham sido ignorados e as
sacas vazias traduziam o fracasso, embora se lhes reconheça grande capacidade
técnica e excelentes conhecimentos.
E eis que chega o Adérito, aquele nortista. À primeira varada, consegue
arrancar com orgulho a prata viva e contorcida da água verde da ria. Pasmo
geral! E foram quatro belos robalos seguidos…
- Amostra do meu coração…
- Está com a estrelinha? Perguntavam os seus amigos.
Não há nada mais atraente do que sorrir à sorte. Às vezes, aquela
vontade de ter a certeza de que algo de extraordinário vai acontecer, traça
linhas de orientação, que levam ao êxito. O Adérito guindou-se às estrelas, com
os robalos capturados. E a concorrência, nada. Nada é nada!
ILHA, 30 de Setembro de 2014
Luís M. Borges
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