Douradas
Naquele molhe, houve vezes em que estavam apontadas ao céu dezenas de canas. Perfiladas, como se de canhões se tratasse. Armas preparadas para apanharem as fantásticas douradas.
Nós, falhámos rotundamente, quanto à pesca desta espécie, pois a pesca
à dourada é de espera. É passiva. Nós, consideramo-nos pescadores activos.
Quando envelhecermos mais, talvez a debilidade nos permita mudar de ideias.
Mas acabámos por tentar uma vez. Deu-nos a cobiça. Assim, num dia de
mar apropriado, armámos 5 canas e lançámos…Foi maré de limos. Foi maré negra.
Durante quase toda a manhã os anzóis iscados com casulo vinham cobertas com um
limo verde e pegajoso. A nossa espectativa escureceu… Derrotados, recolhemos as
canas e emudecemos.
Nesse mesmo dia, na Somec, quando eu e o Barbosa pescávamos por
diversão umas “viúvas”, eis que dois colegas lograram capturar duas enormes
douradas. Pesavam mais de 3,5 kg cada.
Limitámo-nos a assistir e a aplaudir a mestria dos pescadores, fixando
os principais momentos em fotografia. Como compensação e para nosso deleite
dourado!
Farol, Setembro 2014
Luís M. Borges
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