sexta-feira, 3 de outubro de 2014

25. i) ILHA 2014


Douradas



Naquele molhe, houve vezes em que estavam apontadas ao céu dezenas de canas. Perfiladas, como se de canhões se tratasse. Armas preparadas para apanharem as fantásticas douradas.
Nós, falhámos rotundamente, quanto à pesca desta espécie, pois a pesca à dourada é de espera. É passiva. Nós, consideramo-nos pescadores activos. Quando envelhecermos mais, talvez a debilidade nos permita mudar de ideias.
Mas acabámos por tentar uma vez. Deu-nos a cobiça. Assim, num dia de mar apropriado, armámos 5 canas e lançámos…Foi maré de limos. Foi maré negra. Durante quase toda a manhã os anzóis iscados com casulo vinham cobertas com um limo verde e pegajoso. A nossa espectativa escureceu… Derrotados, recolhemos as canas e emudecemos.







Nesse mesmo dia, na Somec, quando eu e o Barbosa pescávamos por diversão umas “viúvas”, eis que dois colegas lograram capturar duas enormes douradas. Pesavam mais de 3,5 kg cada.
Limitámo-nos a assistir e a aplaudir a mestria dos pescadores, fixando os principais momentos em fotografia. Como compensação e para nosso deleite dourado!

Farol, Setembro 2014
Luís M. Borges


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