quinta-feira, 7 de agosto de 2014

2. Memórias do Alto Mar



O Malheiro e o Pão-de-Ló


 O Malheiro
Já referi, que há bastante tempo não efectuava uma pesca de alto mar, Tinha realmente saudades e foi com grande expectativa que reiniciei a actividade lúdica, sobre as vagas do mar de Matosinhos.
A saída da Marina de Leixões efectuou-se às 07h00. O mar neste dia, apresentava-se calmo e favorável à realização da actividade piscatória, de uma forma confortável. Vaga de 1 metro, intensidade da vaga no índice 12, vento fraco, nebulosidade fraca.
Navegámos 2 horas até ao pesqueiro escolhido e apoitámos em cima de um promissor fundo marinho.
O meu lugar no barco ficou definido no canto direito da popa, à frente do Cheta e à direita do Malheiro. No outro canto da proa sentava-se o Óscar e atrás o Forte. Ninguém atrapalhava ninguém, pois o espaço entre pares era suficiente, para exercer eficazmente a acção de pesca.
Foram colocadas na borda do barco as tábuas do isco com amêijoa branca, condimentada com bastante sal, depois de devidamente descascada.
O Cheta ofereceu-me um dos seus aparelhos que juntei à unidade cana e carreto.
Para o fundo imediatamente e logo começaram a sentir-se os excitantes toques, que a cana se encarregava de assinalar. Preso um peixe, comecei a recolher e imediatamente me apercebi, que deveria ser um sargo. Nunca se esquece o que se aprendeu…tinha de ser um sargo…pela forma de bater! E era mesmo…meio quilo de força … um belo exemplar.
Os meus amigos, com toda a sua experiência, não se fizeram rogados e começaram a “pingar” para o barco choupas, sargos, besugos, fanecas e até carapaus.
Aí estão eles
Claro que as piadas começaram a surgir. A boa disposição dos elementos desta equipa é fabulosa, a começar pelo Malheiro. Um homem calmo, sereno, sempre a sorrir, que aceita com naturalidade tudo que seja perda de material e emaranhamentos complicados. Aceita menos quando não consegue pescar tanto como os outros, mas disfarça. Aliás, esta é uma atitude que cai bem em todos. Mas, o melhor do Malheiro, é o seu pendor para o Pão-de-Ló. Como sobremesa, lá abre um pão-de-ló fantástico, e todos o elogiam, ao mesmo tempo que o consomem.
E recomeça-se a pescaria, não sem antes o Cheta, com a sua voz grave avisar
- Os peixes só pegam às 14h30!
Chegámos à Marina por volta das 18h00, com uma bela pescaria.
Valeu!
Leça da Palmeira, 08 de Março de 2014
Luís M. Borges

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