Pescar em terra
Diga-se o seguinte, com aquilo aliás com que toda a gente concorda - a
pesca completa-se em terra.
Assim, fomos a duas casas de pesca, uma das quais a PESCÁVADO, onde a
panóplia de materiais e a justeza dos preços, acabam por entusiasmar qualquer
pescador.
Consumada a função de reabastecimento por volta das 11h00 em
Esposende, o mais risonho era o Malheiro, pois tinha adquirido uma cana “Super-
Star”, com a qual pretendia destronar os recordes piscatórios dos seus colegas.
No aperitivo, com um Moscatel de Favaios geladinho, decidiu-se que a promessa do
leitão tinha de ser cumprida, pelo que o destino foi o “Restaurante Flor do Ave”.
Azar! Não só este restaurante como o da Lina e mais outro, encontravam-se
encerrados para férias (encerrados? Onde está a crise?), com o Cheta a
barafustar e a dizer:
- Leitão hoje? Já me contentava com umas sardinhas fritas!
Acabámos por satisfazer os nossos desejos no “Restaurante Solar dos
Leitões”. Pagámos bem, mas a qualidade não desmereceu o preço.
Após finalizado o presigo, a digestão decorreu sob o signo de uma
discussão estatutária: as regras de divisão do peixe capturado a bordo pela
equipa não estavam a ser cumpridas, pelo que o Malheiro e o Óscar esgotaram as
energias consumidas no restaurante, em acesa discussão pacífica.
A minha neutralidade e até o meu desconhecimento das referidas regras,
fez crer ao Malheiro, que eu me situo entre Deus e o Diabo. Aqui declaro
solenemente, que não conheço nenhum deles nem sou seguidor da teoria de Salomão.
E assim chegámos ao ponto de encontro na Marina de Leça.
Foi um excelente dia de preparação em terra, para quem costuma ir ao
mar. Aprende-se sempre muito com quem sabe…
Leça da Palmeira, 27 de Agosto
de 2014
Luís M. Borges
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