Carapaus, fanecas e favas
O Malheiro, orgulhoso com as suas favas
Os cinco prestaram-se
mais uma vez a arriscar uma pescaria, com as seguintes condições do estado do
tempo e do mar: céu tapado, ameaça de chuva, temperatura nos 18ºC, vaga de 1,5
m, vento de leste com rajadas de 11 nós.
O objectivo era pescar
os “escamas”. Outras espécies, embora aceites, nunca retiram a primazia da
preferência que se dá aos sargos, choupas, besugos, gorazes, pargos…
Aconteceu o que se
previa: pescar nesta altura do ano resulta mal, pois o peixe de escama
escasseia, como aliás já se referiu anteriormente. Assim, fizemos uma multidão
de carapaus, fanecas, serranos, cabras e cavalas.
Às 13h00 aqueceu-se a
favada do Malheiro. Digo-vos, maravilha exótica, rara pelo facto de estar em
desuso comerem-se favas!?
O Cheta, concentradíssimo
Na última poitada
(fizemos três) eu dediquei-me mais uma vez aos carapaus. Tinha comprado uns
anzóis especiais para a pesca desta espécie, iscado com lula. Gosto de pescar
carapaus. Consolei-me a pescar esta lutadora espécie (vinham ao Papá).
Os meus colegas iam-se
expressando, em desabafos sentidos:
- Mais dois “cagalhões
chumbados”, leia-se (serranos).
- Duas faneconas…
- Parece-me que trago
aqui uma cavala.
- Pronto, é desta
merda…
No final, calharam 5
kg de peixe a cada um.
Leça da Palmeira, 05 de Julho de 2014
Luís M. Borges
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