A vida vivida no máximo
1.A três, desta vez
Por motivos
justificados, dois dos componentes da equipa Fosmar (Forte e Malheiro), não
puderam participar nesta saída de pesca. A tristeza, que em nós provoca estas
ausências custa a acomodar, pois são dois companheiros imprescindíveis.
Forte
Malheiro
Apenas uma simples e
nada importante vantagem se poderá retirar da falta dos dois arguidos: mais
espaço no barco para pescar à vontade.
2. Nos máximos
A crónica deste dia
fabuloso, a compensar aquele mar de trovoada, resume-se praticamente a uma
ideia: tudo aconteceu com os faróis no máximo.
- O Óscar foi o
máximo, pois conseguiu quase sempre, pescar em jeito de trio Odemira, todos
eles a sorrirem para a balança. Indubitavelmente, o melhor.
Cheta: estoicismo
- O Cheta foi o
máximo, porque conseguiu resistir de uma forma estóica até às 14h30, à fome
e à sede. O almoço só caiu nos pratos a esta hora.
Belos salpicões
- O Borges foi o
máximo, dado ter apresentado o melhor salpicão de porco preto, de todas as
pescarias. Serviu para as sandes das 10h00 e para aperitivo da refeição
principal.
- O estado do mar, em
termos de ondulação foi o máximo, com índice praticamente zero: um lago.
- O calor, a rondar os
36 ºC, sem ponta de brisa, foi o máximo, obrigando os pescadores a
transformarem-se em árabes residentes do Quatar. O suor em bica limpou o
protector solar dos rostos, pelo que o vermelhão passou a escaldão.
Os benditos
- Por fim, a rematar,
a pescaria foi o máximo: uns bons pares de gorazes, muitos e grandes,
ilustraram o postal para afixação nos álbuns dos 3 artistas.
4. Cantarilhos
Já agora, que não se
pense que só a espécie goraz tem relevância. Quando se pesca no profundo,
também arrepiam caminho até à superfície cantarilhos, congros, fanecas,
imperadores, chernes, etc. Na prestação lúdica deste dia de excepção, os cantarilhos
foram frequentes, embora pequenos. A sua carne delicadíssima, faz as delícias
de açorianos e madeirenses, bem como de quem os visita. Pedem, em todos os
restaurantes o Boca-negra.
_________________________________________________________________________________
Para os interessados
apresento apresento o Cartão de Cidadão do Cantarilho-legítimo, também denominado Boca-negra:
Nome científico: Helicolenus dactylopterus ou Helicolenus maderensis
Profundidade: habitual
entre os 150 e os 600 metros
Comprimento máximo: 47
cm
Comprimento médio: 25
cm
Peso máximo: 1,550 kg
Idade máxima: 43 anos
Obs: Os seus espinhos são tóxicos. Haverá que ter cuidado.
Coelho
Portanto, temos aqui o
fenómeno da faneca. À falta de gorazes sempre poderemos compensar com
cantarilhos ou bocas-negras, como um amigo nosso lhes chama, embora não seja nem
madeirense nem açoriano.
Leça, 20 de Junho de 2017
Luís M. Borges


Nenhum comentário:
Postar um comentário