quinta-feira, 22 de junho de 2017

88. MEMÓRIAS DO ALTO MAR



A vida vivida no máximo




1.A três, desta vez
Por motivos justificados, dois dos componentes da equipa Fosmar (Forte e Malheiro), não puderam participar nesta saída de pesca. A tristeza, que em nós provoca estas ausências custa a acomodar, pois são dois companheiros imprescindíveis.

 Forte

 Malheiro

Apenas uma simples e nada importante vantagem se poderá retirar da falta dos dois arguidos: mais espaço no barco para pescar à vontade. 

2. Nos máximos
A crónica deste dia fabuloso, a compensar aquele mar de trovoada, resume-se praticamente a uma ideia: tudo aconteceu com os faróis no máximo.
- O Óscar foi o máximo, pois conseguiu quase sempre, pescar em jeito de trio Odemira, todos eles a sorrirem para a balança. Indubitavelmente, o melhor.


 Cheta: estoicismo

- O Cheta foi o máximo, porque conseguiu resistir de uma forma estóica até às 14h30, à fome e à sede. O almoço só caiu nos pratos a esta hora.

 Belos salpicões

- O Borges foi o máximo, dado ter apresentado o melhor salpicão de porco preto, de todas as pescarias. Serviu para as sandes das 10h00 e para aperitivo da refeição principal.
- O estado do mar, em termos de ondulação foi o máximo, com índice praticamente zero: um lago.
- O calor, a rondar os 36 ºC, sem ponta de brisa, foi o máximo, obrigando os pescadores a transformarem-se em árabes residentes do Quatar. O suor em bica limpou o protector solar dos rostos, pelo que o vermelhão passou a escaldão.

 Os benditos

- Por fim, a rematar, a pescaria foi o máximo: uns bons pares de gorazes, muitos e grandes, ilustraram o postal para afixação nos álbuns dos 3 artistas.
4. Cantarilhos
Já agora, que não se pense que só a espécie goraz tem relevância. Quando se pesca no profundo, também arrepiam caminho até à superfície cantarilhos, congros, fanecas, imperadores, chernes, etc. Na prestação lúdica deste dia de excepção, os cantarilhos foram frequentes, embora pequenos. A sua carne delicadíssima, faz as delícias de açorianos e madeirenses, bem como de quem os visita. Pedem, em todos os restaurantes o Boca-negra.
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Para os interessados apresento apresento o Cartão de Cidadão do Cantarilho-legítimo, também denominado Boca-negra:

Nome científico: Helicolenus dactylopterus ou Helicolenus maderensis
Profundidade: habitual entre os 150 e os 600 metros
Comprimento máximo: 47 cm
Comprimento médio: 25 cm
Peso máximo: 1,550 kg
Idade máxima: 43 anos
Obs: Os seus espinhos são tóxicos. Haverá que ter cuidado.



 Coelho

Portanto, temos aqui o fenómeno da faneca. À falta de gorazes sempre poderemos compensar com cantarilhos ou bocas-negras, como um amigo nosso lhes chama, embora não seja nem madeirense nem açoriano.

Leça, 20 de Junho de 2017
Luís M. Borges

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