Devagar, devagarinho...e aos poucos
Capítulo 1. A
tintureira não mordeu o Cheta, antes propiciou que um anzol se lhe tivesse
espetado na palma na mão. Desajeitadamente, o Cheta pôs-se a jeito e depois
gritou em desespero pelo Óscar. Deu nas vistas esta solicitação desesperada...
Capítulo 2. O
Américo tende a embirrar com o Cheta. Discutem, azedam, mas depois colaboram.
Amizades de terceira idade?
Capítulo 3. O
Miguel esmerou-se nos aperitivos: primeiro um salpicão de sabor a loureiro,
depois uns camarões da costa, por fim, cerveja artesanal.
Exige-se, face a esta excelente
conjugação de escolhas, a presença do Miguel a bordo, mais assiduamente.
Capítulo 4. O sol e o calor estimularam o Óscar. De tronco nu, pediu ajuda ao Cheta, para o besuntar com protector. O Cheta esmerou-se...kkkkkkkk
Capítulo 5. Cá o
rapaz, trouxe vitela, queijo brasileiro tipo gouda e whisky. Parece-me que a
malta apreciou.
Capítulo 6. A
pesca foi como ganhar por 1 a 0 ao adversário e de penalti. O Óscar pescou 6
gorazes mais 1 peixe-galo, o Cheta 2, o Miguel 2 e 1 tintureira, o Américo 1 e
o Borges só carapaus, fanecas e uns cantarilhos.
Capítulo 7. Em
resumo: A equipa ganhou pelos mínimos, num dia que foi dos máximos em calor.
Há dias grandes e felizes,
mesmo com pequenos e infelizes peixes.
"Ainda não é o fim, calma
(...)” escreveu Manuel Pina. Eu subscrevo.
Leça, 07 de Junho de 2015
Luís M. Borges
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