O MAR DO NORTE
1.PESCADORES DO NORTE
Estes designativos resultam de “bate-papos” com o Forte. Lá mais para norte, por questões práticas (perto de casa), de interesse (querer conhecer outras técnicas de pesca) e de oportunidade (nem sempre as saídas para o mar alto do Fosmar ou as suas não-saídas coincidiam com o desejo de pescar), o nosso estimado amigo Forte foi várias vezes pescar nos barcos de Viana do Castelo.
Tudo bem. A liberdade pessoal é um bem a preservar. O Forte tem todo o direito de exercer a sua liberdade de escolha. Contudo…no Fosmar há uma equipa de pesca, há os amigos, há sintonia de modos de ser e de estar, há sobretudo a confraternização. Daí, sobretudo o Óscar, ter passado o dia de pesca a falar no “Mar do Norte”. E redobrou o seu dizer, quando pescou um magnífico pargo.
- Isto é ser pescador do norte.
Porém, o Forte aceitou sempre de bom grado os motes, com uma dignidade surpreendente e até bem humorada. Esta é mais uma razão para que o Forte possa e deva participar mais. Todos pretendem só isso.
2.POR FALAR EM ÓSCAR
Nesta sessão de pesca o Óscar esteve imparável. Nem a minha habitual cadência de pesca regular, nem a experiência do Cheta, nem os excelentes e actuais novos materiais do Forte, conseguiram suplantar a intensidade de pesca do Óscar. A brincar poderei dizer:
- O Óscar estava insuportavelmente um pescador excepcional. Talvez três das quatro caixas repletas de peixe fossem dele! Kkkkkkkkkkkk
3.CHETA O RESINGÃO
O nosso Cheta é um rezingão.
- Ai o meu estômago, ai as minhas costas, ai que tudo sobra para mim, ai os “escamas” que não saem, ai isto, ai aquilo…
Diacho, que se passa com o nosso Amigo Cheta? Ele repete muitas vezes:
- Estou velho!
E eu respondo-lhe:
- E eu Cheta? Estou novo? Tenho uma artrose no pé, tenho a próstata a obrigar-me a mijar 10 vezes por dia, sou um deficiente visual, tenho arritmia cardíaca, tenho o sangue demasiado gordo e sobretudo tenho 74 anos. Porra, eu é que estou velho e arrumado.
Mas, verdade seja dita, o Cheta está sobrecarregado de trabalho e de responsabilidade no que ao barco diz respeito e quanto à organização das saídas de pesca (compra o pão), o gelo, o isco, o gasóleo, o engodo, faz o almoço na sua vez, vai ao guincho, etc, etc,etc. é exemplar, mas na realidade está sobrecarregado. Não está velho. Anda cansado.
4.O NÃO E O SIM
A primeira poitada foi algo que nunca vivenciei. Durante uma hora, os 4 pescadores do Norte, não lograram capturar um peixe que fosse. Aquele sítio tinha sido comprado por uma empresa estrangeira denominada Mar do Sul e os peixes vendidos ao Trump. Parece-me que esta personagem gosta muito daquilo que pertence aos outros. Como esquecemos a artilharia em casa, fugimos para outro pesqueiro, não fosse a CIA aparecer a chatear.
Foi uma excelente decisão. Os peixes existentes neste rincão eram patriotas e manifestaram-se a favor da independência nacional. Talvez tivessem já passado pelo Mar de Barcelona.
5.O ÓSCAR E AS SONORIDADES DIÁRIA
O Óscar, além de bom pescador, é igualmente um cantor lírico de primeiro plano. Aquilo que ele canta, não tem nada a ver, com música relaxante. Pelo contrário, é música tipo Jazz do pesado, com uma batida intensa.
A malta “caga-se a rir” e a pescaria acaba por se transformar em concerto.
Esta euforia sonora provocada pelo Óscar provoca um ambiente festivo, propício à boa disposição.
Lembrando-me dos meus idos 7 anos de idade, quando numa ocasião tive de ir a consulta ao Dr. Egídio, no Peso da Régua, por causa de uma dor de barriga, o médico recomendou-me:
- Luizinho, foguetes, manda foguetes…faz bem! - Nunca me esqueci.
6.O MEU JANTAR
Peguei da arca uma majestosa choupa, onde bons carapaus e alguns sargos meeiros acamaradavam com uma dúzia de gordas fanecas, escamei-a, limpei-a, cortei-a em postas, salguei-a e cozinhei-a ao vapor.
O acompanhamento foi o adequado: grelos, batatas e cenouras cozidas. Um tinto a pintar a cena e depois – o merecido repouso.
Que terapia meus caros Amigos.
Senhora da Hora, 26 de Outubro de 2019
Luís M. Borges
segunda-feira, 28 de outubro de 2019
terça-feira, 26 de março de 2019
121. MEMÓRIAS DO ALTO MAR
Laços
1.As cores
Comecei supersticiosamente pela escolha da cor. Escolhi o amarelo. Porquê?
As minhas montagens todas elas têm as mesmas características, quer em anzóis, quer no tipo e espessura dos fios, bem como nos comprimentos dos estranhos. Contudo, escolhi bem, pois a cor amarela casa bem com o azul do céu e do mar e com o dourado do sol.
As minhas montagens todas elas têm as mesmas características, quer em anzóis, quer no tipo e espessura dos fios, bem como nos comprimentos dos estranhos. Contudo, escolhi bem, pois a cor amarela casa bem com o azul do céu e do mar e com o dourado do sol.
Acho, que o Cheta escolheu o verde, o Malheiro o azul e o Óscar o vermelho.
2.Troféus
Óscar
Todos nós quisemos dar orgulho. Orgulhosos pelos peixes capturados. Para os amigos verem e outros “amigos” elogiarem...ah, e também para delírio colectivo do facebook!
Malheiro
Admiremos portanto os gloriosos e não se deixem enganar pelas palavras de um dos tais “amigos”, que na Marina, ao saber da boa pescaria, comentou assim:
- Ora, há peixe em barda neste mar. É só deixar cair. Não é preciso grande sabedoria. Qualquer azelha pesca assim…
Borges
3.O carreto do Cheta
O Cheta tem um carreto cheio de personalidade. Ora liga, ora desliga. Tem vezes que só ala na 3a velocidade. O Cheta irritou-se, pois os mecânicos dos carretos nunca acertaram no verdadeiro concerto, preferindo talvez fazer de conta que arranjaram. Não se faz isto!
Assim, aborrecidissimo, foi ao quarto de casal do barco e trouxe o carreto grandalhão, aquele dos gorazes.
Foi feliz, pois recuperou da última trepa que levou.
O Cheta recuperou
4. O banco de fanecas
Talvez as fanecas se agrupem. Provavelmente escolhem um sítio adequado para o fazerem. Que tipo de sítio? Onde abunde comedoria? Por razões de procriação? Por segurança? Desconhece-se.
Em meia hora fizemos os quatro mais de 50 fanecas, todas com o mesmo tamanho, a darem para o grandote.
Depois, o barco rodou e acabaram-se as fanecas. Mas valeu!
Queijo verde para o sportinguista
5. Felizes e contentes
Pois. Laços de contentamento. Laços de boa disposição. Laços de amizade. Esta equipa entende -se.
A Bandida do Pomar
Marina de Leça, 23 de Março de 2019
Luís Maria Borges
120. PESCADORES COM BOCA. MURÇA
Ao vinho e ao azeite
1.O mar ausente
Porque ficaram pendentes, umas dúvidas sobre “ventos e rajadas”, a pescaria deste sábado foi anulada. Acontece, que se às quintas-feiras não houver “ordens”, em vez de tomarmos rumos, tomamos estradas.
2.Don Rodrigo
Amarante é uma cidade cativante. Mediada pelo Rio, abraçada pela ponte de S. Gonçalo, orgulhosa do seu Convento e Igreja, oferece ao visitante uma tranquilidade que impressiona.
Eram 10h00 e os passos levaram-nos à Rua 31 de Janeiro onde encalhámos na célebre Taberna Don Rodrigo.
Perfilados, os grandes presuntos de Montalegre, benzeram-nos. Numa mesa de tampo de vidro, fomos lendo os elogios, logo interrompidos pela chegada de grossas fatias de presunto rosa e branco, no pão misto de trigo e milho, com as malgas de vinho verde tinto e umas azeitonas verdes. Bem, éramos simplesmente quatro, mas depressa ficámos completamente quatro…
Perfilados, os grandes presuntos de Montalegre, benzeram-nos. Numa mesa de tampo de vidro, fomos lendo os elogios, logo interrompidos pela chegada de grossas fatias de presunto rosa e branco, no pão misto de trigo e milho, com as malgas de vinho verde tinto e umas azeitonas verdes. Bem, éramos simplesmente quatro, mas depressa ficámos completamente quatro…
Bela e apetitosa taberna.
Pareceu-me, que esta “marca de pesca” em Amarante, foi registada para futuros devaneios.
Em Murça, a aragem aromatiza-se com as fragrâncias do vinho e do azeite. Molham-se o pão em azeite e os lábios em vinho.
Às gargalhadas fomos recebidos pelo nosso amigo José Luís na bela mansão denominada Quinta S. Sebastião e encaminhados para a adega, pois claro, para onde deveria ser?
Pão para molhar no azeite, queijo e vinhos diversos. Degustámos e elogiámos.
Consequentemente comprámos azeite e vinho branco.
4.Charrisco de vitela
Passos Perdidos
O almoço aconteceu na Adega Regional Passos Perdidos. Situa-se em Vilarinho da Samardã, em Vila Real.
Vieram os aperitivos: migas (miolo de broa, misturado com moura e azeite), pataniscas, rodelas de salpicão e obviamente o vinho do José Luís.
Charrisco
Veio seguidamente o prato principal: abundantemente, comemos com enorme prazer o “Charrisco de vitela”, a especialidade da casa, acompanhado de arroz de castanhas.
Vieram por fim os aperitivos: ferradura com licor de folhas de Figueira.
Reparámos, que a Adega fervilhava de comensais. Uma jovem cliente de vestido verde sugeriu-nos que gostássemos de mulheres rápidas no andar. Respondi que já nos faltava pedalada, pelo menos a alguns.
E tomei nota: www.passosperdidos.com.pt.
Toca da Raposa
No regresso, tomámos café em Vila Real, na Toca da Raposa, a relembrar velhos tempos no Liceu Camilo Castelo Branco.
Liceu Camilo Castelo Branco
Retornaremos certamente.
Murça, 16 de Março de 2019.
Luís Maria Borges
domingo, 24 de fevereiro de 2019
119. MEMÓRIAS DO ALTO MAR
MAR DE SEDA
1.É sábado “mon amour”
Quando um mar parece seda a ondular, uma seda azul ténis, talvez este lençol fosse propício para a concretização de enlaces. Lá na grande cama do fundo do mar poderia estar a acontecer o amor. Aquele amor na altura certa e com as condições de um sonho de vida.
A cogitar, relacionei a época de acasalamento dos sargos (que acontece nesta altura) com a mágica beleza e a serenidade deste mar.
Como todos sabem, os peixes e o mar obedecem à Mãe Natureza, no maior episódio da existência: a reprodução. O desejo da eternidade é absoluto, nada mais importando aos sargos, que a forte motivação da perpetuidade da espécie.
Bem se esforçaram os 4 pescadores ao apresentarem-lhe os melhores manjares, na traição dos anzóis, mas eles “Os amantes”, não quiseram saber de comedorias. Por isso, das 08h00 às 10h30, foi o fracasso destes quatro impiedosos predadores de peixes. Os peixes estavam lá, mas não estavam para nós. Só poderia ser por causa daquele cósmico fenómeno “l’amour”.
2. Silêncio, estou a pescar
Posso ser sincero? Já escrevi numa das minhas anteriores postagens, que gosto de pescar tal como um relógio a dar horas. Prefiro a regularidade à intensidade.
A regularidade é um vício de formiguinha, que trabalha sempre, mas devagar e bem.
A intensidade é um vício dos que se consideram campeões, tal e qual como a cigarra, que passa muito do seu tempo a cantar em força, desmesuradamente, e depois acaba em lamentações por ter gastado as asas.
Peço às cigarras deste barco, com o maior respeito, que não cantem em demasia, porque eu preciso de silêncio, de muita concentração para pescar.
Esta minha solicitação não invalida, que se festejem as capturas, mas cigarrar … cigarrar constantemente, do género:
- Destas 3 caixas de peixe, 2 são minhas!?
Com esta tirada concluí, que o nosso Amigo Forte, disse quase o mesmo, há uns tempos, numa euforia pessoal de auto-elogio:
- Destas 4 caixas de peixe, 3 são minhas!?
Pelos vistos temos escola. Nasceu uma nova equipa, uma EQUIPA SOL, pois brilhará mais que o nosso belo Sol. Fantástico! Kkkkkkkkkkkk
3. Avaliação
Se há coisas com que gosto de me entreter, uma delas é avaliar. Entretenho-me frequentemente a registar mentalmente o nível de capturas dos meus companheiros e o meu próprio, obviamente. Neste dia de pesca cheguei às seguintes conclusões:
- O Óscar foi o pescador mais eficaz por causa sobretudo de uma nova cana azul e também ao facto de encher bem os anzóis com isco. O peixe em desova, ataca iscos grandes, por uma questão prática: não pode perder tempo, pois está rodeado de muitas sarguitas jeitosas e ansiosas.
- O Cheta foi o pescador menos eficaz. Penso, que tal anormalidade se deve a uma estranha coincidência: calhou sempre fora dos sítios certos, onde se encontravam os sargos. Só lhe calharam fundos desertos de peixes. Acontece aos melhores.
- O Malheiro pescou bem, tal se devendo ao facto de estar a pescar com estranhos longos e finos(0,23) e o de baixo trabalhar para além da chumbada. A chumbeira de 150 (a mais leve do barco) também fazia correr a montagem na corrente, ficando quase todo o aparelhe quase paralelo ao fundo mar e não na vertical. Por isso, pescou diversas vezes 2 sargos em simultâneo: não sentia o peixe a comer o isco pousado no fundo do mar, só ferrando, quando sentia um dos anzóis de a puxar. Portanto, quando fazia a dupla, nunca sabia que vinham dois. Pura sorte, “Calhalho…)… Kkkkkkk
4. Massa de bacalhau
As saladas e a fruta não entram no cardápio dos nossos almoços. Antes abundam as massas, o arroz e as batatas, sempre como acompanhantes de carnes diversas. Carne, carne, carne…gordura, gordura, irra!
E os produtos do mar? Por exemplo: um arroz de polvo ou de lulas, ou de bacalhau, ou de marisco ou ainda, já que se aprecia a massa: uma massa de atum, ou uma massa de chocos, ou uma massa com ovos escalfados e muito coentro. Etc
Ficam as sugestões. Se for necessário consultar um Nutricionista, consulte-se.
Já disse, devemos estar sempre a decidir, em função da defesa da nossa saúde.
Leça, 16 de Fevereiro de 2019
Luís M Borges
1.É sábado “mon amour”
Quando um mar parece seda a ondular, uma seda azul ténis, talvez este lençol fosse propício para a concretização de enlaces. Lá na grande cama do fundo do mar poderia estar a acontecer o amor. Aquele amor na altura certa e com as condições de um sonho de vida.
Lábios de amor. Linda peixa…
Como todos sabem, os peixes e o mar obedecem à Mãe Natureza, no maior episódio da existência: a reprodução. O desejo da eternidade é absoluto, nada mais importando aos sargos, que a forte motivação da perpetuidade da espécie.
Canas paradas
O Malheiro silencioso
O Cheta triste
Os iscos acumulados
Das 08h00 às 10h30 foi esta a pesca
2. Silêncio, estou a pescar
Posso ser sincero? Já escrevi numa das minhas anteriores postagens, que gosto de pescar tal como um relógio a dar horas. Prefiro a regularidade à intensidade.
A regularidade é um vício de formiguinha, que trabalha sempre, mas devagar e bem.
A intensidade é um vício dos que se consideram campeões, tal e qual como a cigarra, que passa muito do seu tempo a cantar em força, desmesuradamente, e depois acaba em lamentações por ter gastado as asas.
Um sargo macho latino
Esta minha solicitação não invalida, que se festejem as capturas, mas cigarrar … cigarrar constantemente, do género:
- Destas 3 caixas de peixe, 2 são minhas!?
Com esta tirada concluí, que o nosso Amigo Forte, disse quase o mesmo, há uns tempos, numa euforia pessoal de auto-elogio:
- Destas 4 caixas de peixe, 3 são minhas!?
A única caixa que não era do Malheiro
Pelos vistos temos escola. Nasceu uma nova equipa, uma EQUIPA SOL, pois brilhará mais que o nosso belo Sol. Fantástico! Kkkkkkkkkkkk
3. Avaliação
Se há coisas com que gosto de me entreter, uma delas é avaliar. Entretenho-me frequentemente a registar mentalmente o nível de capturas dos meus companheiros e o meu próprio, obviamente. Neste dia de pesca cheguei às seguintes conclusões:
O Óscar aprecia a beleza
- O Óscar foi o pescador mais eficaz por causa sobretudo de uma nova cana azul e também ao facto de encher bem os anzóis com isco. O peixe em desova, ataca iscos grandes, por uma questão prática: não pode perder tempo, pois está rodeado de muitas sarguitas jeitosas e ansiosas.
- O Cheta foi o pescador menos eficaz. Penso, que tal anormalidade se deve a uma estranha coincidência: calhou sempre fora dos sítios certos, onde se encontravam os sargos. Só lhe calharam fundos desertos de peixes. Acontece aos melhores.
A única Choupa pescada pelo Cheta
- O Malheiro pescou bem, tal se devendo ao facto de estar a pescar com estranhos longos e finos(0,23) e o de baixo trabalhar para além da chumbada. A chumbeira de 150 (a mais leve do barco) também fazia correr a montagem na corrente, ficando quase todo o aparelhe quase paralelo ao fundo mar e não na vertical. Por isso, pescou diversas vezes 2 sargos em simultâneo: não sentia o peixe a comer o isco pousado no fundo do mar, só ferrando, quando sentia um dos anzóis de a puxar. Portanto, quando fazia a dupla, nunca sabia que vinham dois. Pura sorte, “Calhalho…)… Kkkkkkk
- O Borges, pescou dentro da normalidade, isto é, sempre na regularidade. Nem muito, nem pouco, mas quanto bastasse. Olarilolé, assim é que é!
EU, respeito o meu ritmo e acho, que a dedicação a este princípio, pode superar a falta de talento. 4. Massa de bacalhau
As saladas e a fruta não entram no cardápio dos nossos almoços. Antes abundam as massas, o arroz e as batatas, sempre como acompanhantes de carnes diversas. Carne, carne, carne…gordura, gordura, irra!
Ai o meu colesterol
Ficam as sugestões. Se for necessário consultar um Nutricionista, consulte-se.
Já disse, devemos estar sempre a decidir, em função da defesa da nossa saúde.
Uma faneca, só
Um abraço e até à próxima massa de bacalhau!
Leça, 16 de Fevereiro de 2019
Luís M Borges
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
118. MEMÓRIAS DO ALTO MAR
FISH
1.Era uma vez…
Era uma vez uma equipa de 5 pescadores, que costumava ir à pesca do alto mar aos sábados, excepto quando as condições marítimas não o permitiam. Contudo, por vicissitudes diversas, alguns deles faltavam à chamada, mesmo quando o mar se apresentava favorável ao exercício da pesca. Aconteceu até terem de ir pescar só 3 dos 5.
Uma das vezes foi numa pescaria aos gorazes, em que o Borges, o Cheta e o Óscar, se fizeram a eles denodadamente. Um êxito. Mão cheia de gorazes, como nunca lhes tinha acontecido. Os faltosos amuados, nunca lhes apeteceu aceitar a evidência e até mofaram com o assunto. O trio da superioridade ignorava tais acintes e não raras vezes os entendia como desgosto.
Ora, neste exemplar dia de Inverno, repetiu-se o êxito, não aos gorazes mas aos peixes diversos (sargos, choupas, carapaus, cavalas, serranos, fanecas, ruivos, pargos, besugos, etc). Os três ficaram embriagados, foram literalmente assaltados pelos peixes das 08h00 às 16h00, ou seja, durante seis horas de pesca, excepto a do almoço (aquela pausa necessária).
2. Uma taça de peixes
Foi assim. O dia começou com um vento da Meseta Ibérica gelado, que mais parecia do pólo Norte. Em conformidade, a vaga reagia com aspereza, mostrando-se agitada. Umas nuvens apareceram pintadas de sol.
Quando chegámos à marca, sentimo-nos desconfortáveis, com dedos tolhidos pelo frio e cabeças enfiadas em gorros de lã . Mesmo assim, encolhidinhos, lançámos os iscos, a ver no que daria. Como éramos três, logo à primeira aconteceu a soma ser – três vezes três igual a nove – mas com peixes dos grandes (sargos e choupas).
Foi tal o ritmo, quase alucinante, que ao pequeno almoço (às 09h30) já tínhamos 3 taças. E ao almoço (às 13h30) cinco taças. Às 16h00 encerrámos os trabalhos com sete taças.
3. Quem foi que chorou?
Agora adivinhem a questão que se nos colocava: como iríamos celebrar este feito excepcional?
Telefonaríamos ao Tio Celinho, ao Goucha ou à Cristina?
Chamávamos o Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos ou o CM TV? Convocaríamos uma reunião de pescadores das embarcações marítimo-turísticas na Marina de Leça ou todos os pescadores lúdicos conhecidos para um Jantar de amizade com leitão no Restaurante Flor do Ave?
E os nossos dois colegas, o Forte e o Malheiro? Que processo teríamos de utilizar, para que eles acreditassem no nosso feito histórico? Fotografias, tirar fotografias inquestionáveis? Foi o que fizémos.
Contudo, sinceramente, não acredito que nos dêem os parabéns. Estão a chorar…por não terem ido pescar.
4. Gastei o escamador!
Quando cheguei a casa, dei quase o meu peixe todo. Tirei alguns peixes e escamei-os. Acabei por inutilizar o escamador. As escamas eram grandes e duras. Bolas! Sem escamador, decidi esfolar os peixes maiores, guardando as respectivas peles. Queria fazer dois brindes para oferecer. Eh, eh, eh, eh…
5. Até o gato comeu
Bichano adora peixe. O Borges, o Cheta e o Óscar também adoram comer peixe. Então um pargo no forno ou uns carapaus grelhados ou uns sargos fritos, são petiscos de se lhes tirar o gorro. Até cozido o carapau é delicioso, embora os acompanhamentos sejam imprescindíveis e o vinho verde tinto não acompanha só a dobrada.
Mas, na minha casa existe outro ser vivo, que se delicia com o peixe que eu levo para casa. Chama-se Oshi. Massa de peixe é a sua especialidade.
Além de tudo que foi dito, o peixe que mais me fez brilhar os galões, foi sem dúvida o Pargo Assado no Forno. O Óscar será meu irmão neste gosto, pois também pescou um pargo, bastante maior que o meu. A sua travessa, repleta de batatas novas, irá certamente ser o show, segundo ele disse, de uma excelente refeição.
6. Olha…uns chinelos!
Para ilustrar, apresento a imagem de uns chinelos de peixe. Certamente, pensaram, que estaria a inventar. Não!
Adivinharão a quem os irei oferecer…eh,eh,eh…
Termino, dizendo que não há duas sem três, pelo que irá certamente acontecer a terceira avalanche piscícola, a três. Sómente a três. Topam? Adoro ouvir Chopin!
Leça, 12 de Janeiro de 2019
Luís M Borges
1.Era uma vez…
Era uma vez uma equipa de 5 pescadores, que costumava ir à pesca do alto mar aos sábados, excepto quando as condições marítimas não o permitiam. Contudo, por vicissitudes diversas, alguns deles faltavam à chamada, mesmo quando o mar se apresentava favorável ao exercício da pesca. Aconteceu até terem de ir pescar só 3 dos 5.
Uma das vezes foi numa pescaria aos gorazes, em que o Borges, o Cheta e o Óscar, se fizeram a eles denodadamente. Um êxito. Mão cheia de gorazes, como nunca lhes tinha acontecido. Os faltosos amuados, nunca lhes apeteceu aceitar a evidência e até mofaram com o assunto. O trio da superioridade ignorava tais acintes e não raras vezes os entendia como desgosto.
Ora, neste exemplar dia de Inverno, repetiu-se o êxito, não aos gorazes mas aos peixes diversos (sargos, choupas, carapaus, cavalas, serranos, fanecas, ruivos, pargos, besugos, etc). Os três ficaram embriagados, foram literalmente assaltados pelos peixes das 08h00 às 16h00, ou seja, durante seis horas de pesca, excepto a do almoço (aquela pausa necessária).
2. Uma taça de peixes
Foi assim. O dia começou com um vento da Meseta Ibérica gelado, que mais parecia do pólo Norte. Em conformidade, a vaga reagia com aspereza, mostrando-se agitada. Umas nuvens apareceram pintadas de sol.
Quando chegámos à marca, sentimo-nos desconfortáveis, com dedos tolhidos pelo frio e cabeças enfiadas em gorros de lã . Mesmo assim, encolhidinhos, lançámos os iscos, a ver no que daria. Como éramos três, logo à primeira aconteceu a soma ser – três vezes três igual a nove – mas com peixes dos grandes (sargos e choupas).
Foi tal o ritmo, quase alucinante, que ao pequeno almoço (às 09h30) já tínhamos 3 taças. E ao almoço (às 13h30) cinco taças. Às 16h00 encerrámos os trabalhos com sete taças.
3. Quem foi que chorou?
Agora adivinhem a questão que se nos colocava: como iríamos celebrar este feito excepcional?
Telefonaríamos ao Tio Celinho, ao Goucha ou à Cristina?
Chamávamos o Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos ou o CM TV? Convocaríamos uma reunião de pescadores das embarcações marítimo-turísticas na Marina de Leça ou todos os pescadores lúdicos conhecidos para um Jantar de amizade com leitão no Restaurante Flor do Ave?
E os nossos dois colegas, o Forte e o Malheiro? Que processo teríamos de utilizar, para que eles acreditassem no nosso feito histórico? Fotografias, tirar fotografias inquestionáveis? Foi o que fizémos.
Contudo, sinceramente, não acredito que nos dêem os parabéns. Estão a chorar…por não terem ido pescar.
4. Gastei o escamador!
Quando cheguei a casa, dei quase o meu peixe todo. Tirei alguns peixes e escamei-os. Acabei por inutilizar o escamador. As escamas eram grandes e duras. Bolas! Sem escamador, decidi esfolar os peixes maiores, guardando as respectivas peles. Queria fazer dois brindes para oferecer. Eh, eh, eh, eh…
5. Até o gato comeu
Bichano adora peixe. O Borges, o Cheta e o Óscar também adoram comer peixe. Então um pargo no forno ou uns carapaus grelhados ou uns sargos fritos, são petiscos de se lhes tirar o gorro. Até cozido o carapau é delicioso, embora os acompanhamentos sejam imprescindíveis e o vinho verde tinto não acompanha só a dobrada.
Mas, na minha casa existe outro ser vivo, que se delicia com o peixe que eu levo para casa. Chama-se Oshi. Massa de peixe é a sua especialidade.
Óscar com o seu pargo
O pargo do Borges, um pouco mais pequeno
As belas choupas e o rei pargo
6. Olha…uns chinelos!
Chinelos para...irá à sorte.
Adivinharão a quem os irei oferecer…eh,eh,eh…
Termino, dizendo que não há duas sem três, pelo que irá certamente acontecer a terceira avalanche piscícola, a três. Sómente a três. Topam? Adoro ouvir Chopin!
Leça, 12 de Janeiro de 2019
Luís M Borges
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
117. MEMÓRIAS DO ALTO MAR
OS MAGOS DO ALTO
1.Sob o signo Cenoura 19
Uma vez passada a passagem e sob o signo “Cenoura 19”, eis os magos do alto a meterem-se ao mar num sábado de Reis. A concentração iria ser máxima, tendo em atenção que os “perseguidos” não dariam descanso aos “perseguidores”, surripiando-lhes com muita habilidade os seus engodos, deixando os anzóis limpinhos. Mas, como todos adoptaram o signo “Cenoura 19”, os guerreiros tinham consciência de que dependeria essencialmente dos seus desempenhos, o êxito das capturas. Sabiam, que não há momentos bons ou maus, há momentos. Teriam que ser ambiciosos, grandes como a cenoura, mas teriam de ser eles a fazerem-na crescer. Até diria, a construírem-na.
2. A idade e a pesca lúdica
Estou à frente na idade e atrás no desempenho Suponho que a cada dia que passa será maior a distância entre a minha idade e o meu desempenho. Resta-me acreditar, que no meio estarão a inteligência e a experiência, a equilibrarem. Veio-me esta ideia por causa da actividade lúdica que pratico habitualmente: a pesca. E comecei a interrogar-me, género:
- O que é a pesca lúdica? Eu a perseguir os peixes oferecendo-lhes comida, mas traiçoeira?
E desculpando-me, dizendo que os perseguidos só se atiram aos iscos, se quiserem! E aquela outra desculpa: antes ludibriar mortalmente peixes, que seres humanos! Ou ainda, a desculpa mais bizarra que existe, a de que gosto de pescar pronto (mas gosto porquê? Nunca descobri…).
Com estas congeminações surgiram novas possibilidades, o receio de me ver a ser mais dia menos dia um vegetariano ou um contemplativo, ou outra coisa qualquer parecida. Não, por enquanto tenho de continuar…vivo, atento, rápido a reagir, embora já seja um pardal velho e sem asas…
3. O caracoleta
Quando saímos da Marina, a manhã ainda dormia e o mar, ressonava baixinho. À medida que navegávamos, a aurora ia-se espreguiçando para os lados da terra de horizonte e mar, devagar devagarinho, como quem não tem pressa. Não tardou que nos desse os bons dias iluminando-nos a manhã. A nossa estrada azulada balançava docemente. Iríamos ter certamente um mar calmo, que nos proporcionaria uma cómoda e aprazível, sessão de pesca. A malta estava bem disposta. O “Caracoleta”, designação de um barco que se chegou a nós depois de apoitarmos e que rumou para outras paragens logo a seguir, confirmou o bom momento. Depois gastou o rádio não se calando o raio do homem, com perguntas desnecessárias:
- Estás aí ó Fosmar? Essa é a proa? Ó Majó está a dar peixe? Ó Zé, Ó Manel, estais onde? Estais a carregar? Não dizeis nada? Etc, etc, etc
O que nos valeu, dado que a paciência tem limites, foi os sargos terem dado uma ajuda. Ininterruptamente, eu bati ali na arca amarela com uma boa dezena de sargalhões, para admiração minha e dos meus colegas. Os meninos desta vez escolheram-me a mim. Não fui eu que os escolhi a eles (mais uma desculpa). Fiquei feliz. Os meus camaradas entretanto também não se fizeram rogados ao convite daqueles bonitos seres marinhos. Foi um dia de pesca intermitente: ora caíam em catadupa de vez em quando, ora paravam, para nossa tristeza. A pesca é assim e enquanto for assim, há que agradecer... a quem, també
4. Dobrada com grelos
Calhou-me a mim desta vez ser o protagonista de “Os Simpsons”. Tive uns dias a decidir o tema e qual o melhor desenho da série, que se lhe adaptasse. Decidi-me só na véspera. Fui ao Miguel e comprei 3 doses de Dobrada, mais um molho de grelos. - -- Um molho de grelos? Sim…para acrescentar à dobrada.
- Mas porquê? Descobri que acrescentando grelos, à conjugação do feijão, das carnes e do arroz, a digestão se torna mais fácil e o gosto dos grelos dá- lhe um toque primoroso. Anotem, que esta combinação, não gera a habitual peidaria lusitana.
- Não acreditam? Experimentem. De referir que tive o apoio de Mestre Óscar para o acrescento. Quase todos gostaram. Conseguem certamente adivinhar quem rejeitou a ideia…? O nome termina em “ta”.
Foi um belo dia de pesca, como encerramento do período de festas, a que temos de nos sujeitar todos os anos. Mas, não me importo de estar sujeito a mais dias de pesca, como o deste dia. Haja muitos!
Leça, 05 de Janeiro de 2019
Luís M Borges
* fotos retiradas da internet
Lindo péscador *
Concentração máxima
2. A idade e a pesca lúdica
Idade e desempenho
- O que é a pesca lúdica? Eu a perseguir os peixes oferecendo-lhes comida, mas traiçoeira?
E desculpando-me, dizendo que os perseguidos só se atiram aos iscos, se quiserem! E aquela outra desculpa: antes ludibriar mortalmente peixes, que seres humanos! Ou ainda, a desculpa mais bizarra que existe, a de que gosto de pescar pronto (mas gosto porquê? Nunca descobri…).
Angústia.1 *
O reverso *
Com estas congeminações surgiram novas possibilidades, o receio de me ver a ser mais dia menos dia um vegetariano ou um contemplativo, ou outra coisa qualquer parecida. Não, por enquanto tenho de continuar…vivo, atento, rápido a reagir, embora já seja um pardal velho e sem asas…
Eu com uma boa dezena de sargos
Angústia. 2
3. O caracoleta
Os meus companheiros...
- Estás aí ó Fosmar? Essa é a proa? Ó Majó está a dar peixe? Ó Zé, Ó Manel, estais onde? Estais a carregar? Não dizeis nada? Etc, etc, etc
O que nos valeu, dado que a paciência tem limites, foi os sargos terem dado uma ajuda. Ininterruptamente, eu bati ali na arca amarela com uma boa dezena de sargalhões, para admiração minha e dos meus colegas. Os meninos desta vez escolheram-me a mim. Não fui eu que os escolhi a eles (mais uma desculpa). Fiquei feliz. Os meus camaradas entretanto também não se fizeram rogados ao convite daqueles bonitos seres marinhos. Foi um dia de pesca intermitente: ora caíam em catadupa de vez em quando, ora paravam, para nossa tristeza. A pesca é assim e enquanto for assim, há que agradecer... a quem, també
4. Dobrada com grelos
É comer... *
Mestre Óscar
Os grêlos
- Mas porquê? Descobri que acrescentando grelos, à conjugação do feijão, das carnes e do arroz, a digestão se torna mais fácil e o gosto dos grelos dá- lhe um toque primoroso. Anotem, que esta combinação, não gera a habitual peidaria lusitana.
- Não acreditam? Experimentem. De referir que tive o apoio de Mestre Óscar para o acrescento. Quase todos gostaram. Conseguem certamente adivinhar quem rejeitou a ideia…? O nome termina em “ta”.
Ele queria voar...
Anzóis mortais *
Leça, 05 de Janeiro de 2019
Luís M Borges
* fotos retiradas da internet
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