terça-feira, 26 de março de 2019

120. PESCADORES COM BOCA. MURÇA

Ao vinho e ao azeite


1.O mar ausente
Porque ficaram pendentes, umas dúvidas sobre “ventos e rajadas”, a pescaria deste sábado foi anulada. Acontece, que se às quintas-feiras não houver “ordens”, em vez de tomarmos rumos, tomamos estradas.


 2.Don Rodrigo
Amarante é  uma cidade cativante. Mediada pelo Rio, abraçada pela ponte de S. Gonçalo, orgulhosa do seu Convento e Igreja, oferece ao visitante uma tranquilidade que impressiona. Eram 10h00 e os passos levaram-nos à  Rua 31 de Janeiro onde encalhámos na célebre Taberna Don Rodrigo. 


Perfilados, os grandes presuntos de Montalegre, benzeram-nos. Numa mesa de tampo de vidro, fomos lendo os elogios, logo interrompidos pela chegada de grossas fatias de presunto rosa e branco, no pão misto de trigo e milho, com as malgas de vinho verde tinto e umas azeitonas verdes. Bem, éramos simplesmente quatro, mas depressa ficámos completamente quatro… 
Bela e apetitosa taberna. Pareceu-me, que esta “marca de pesca” em Amarante, foi registada para futuros devaneios.

3.A porca


Em Murça, a aragem aromatiza-se com as fragrâncias do vinho e do azeite. Molham-se o pão em azeite e os lábios em vinho. 
Relembrei o ditado jocoso “Murça tem a sorte de ter uma porca, que só caga azeitona e mija vinho”. 


Às gargalhadas fomos recebidos pelo nosso amigo José Luís na bela mansão denominada Quinta S. Sebastião e encaminhados para a adega, pois claro, para onde deveria ser? 


Pão para molhar no azeite, queijo e vinhos diversos. Degustámos e elogiámos. Consequentemente comprámos azeite e vinho branco.

4.Charrisco de vitela

Passos Perdidos

O almoço aconteceu na Adega Regional Passos Perdidos. Situa-se em Vilarinho da Samardã, em Vila Real.
Vieram os aperitivos: migas (miolo de broa, misturado com moura e azeite), pataniscas, rodelas de salpicão e obviamente o vinho do José Luís. 

Charrisco

Veio seguidamente o prato principal: abundantemente, comemos com enorme prazer o “Charrisco de vitela”, a especialidade da casa, acompanhado de arroz de castanhas. 
Vieram por fim os aperitivos: ferradura com licor de folhas de Figueira. 
Reparámos, que a Adega fervilhava de comensais. Uma jovem cliente de vestido verde sugeriu-nos que gostássemos de mulheres rápidas no andar. Respondi que já nos faltava pedalada, pelo menos a alguns. 

Toca da Raposa

No regresso, tomámos café em Vila Real, na Toca da Raposa, a relembrar velhos tempos no Liceu Camilo Castelo Branco. 

Liceu Camilo Castelo Branco

Retornaremos certamente.

Murça, 16 de Março de 2019.
Luís Maria Borges 

Nenhum comentário:

Postar um comentário