sábado, 25 de novembro de 2017

96. MEMÓRIAS DO ALTO MAR



Um domingo FISH
 
FISH, mesmo

 Fish, mesmo

No sábado, fomos surpreendidos por um convite do Forte, no sentido de embarcarmos para fazer uma pesquinha no domingo (19 de Novembro). Questionada a família, por causa de hábitos arreigados de almoçaradas e passeatas conjuntas neste dia da semana (é agradável este cerimonial de conveniências com vinhos rosé, sobremesas de gelado e salsichas grelhadas), foram autorizados o Borges, o Cheta e obviamente o Forte, a apresentarem-se na Marina às 07h00. Ainda se acrescentou o Américo, um ocasional no preenchimento de impossibilidades, caso do Malheiro (foi à caça do javali) e do Óscar (a gerir o Restaurante).
Refira -se, por uma questão de respeito e consideração, que nas minhas 71 saídas à pesca no Fosmar, pela primeira vez, o nosso amigo e companheiro Óscar, não pôde capitanear a embarcação. Nem quero pensar na tristeza e na agonia dele…Mas, a vida é assim, vestida de momentos bons e momentos menos bons. A todos acontece passarem por altos e baixos, no percurso desta nossa breve existência. Lamentámos a sua ausência.

Condições

 Forte, é sempre o melhor

É habitual dizer -se que “Nada podemos fazer para mudar o tempo, mas podemos utilizar bem o tempo”. Assim fizemos, atendendo que as condições do estado do mar, claro que na dependência da meteorologia geral, se apresentavam óptimas, sobretudo porque nesta altura do ano (está aí o Inverno), são raras. Mar sereno, vento afável, temperatura meiga, propensão dos peixes, enfim, só excepcionalidades. Na certeza do bem-estar, o colosso de força e mistério (o mar), como que nos levou ao colo para lá e para cá, feito mãezinha amorosa.

 Cheta, faltou a massa

Assim sendo, utilizámos muito bem os nossos tempos, pois a pesca deu variedade, qualidade, intensidade e quantidade. Acresce, deve dizer-se, e desculpem a minha vaidade (vai directa para o zelo da minha esposa), o requinte gastronómico do almoço, que foi histórico. Querem saber? Foram sandes de pá assada no forno. O Cheta ainda falou numa massinha a acompanhar, mas o ditame da maioria, fez reverter a ideia. Soube bem, não se perdeu tempo, não se sujou louça, não se atravancou o convés. 

Fanecas, peixe amarelo

Quando a necessidade faz costume, mudam-se hábitos, ou pelo menos fica a ideia de os poder alterar.

Referências, mas pequenas

 Américo. A cerveja?

Guardo sempre para o fim referir os factos menos relevantes. Foram eles:
- O Forte desta vez e por estranho que pareça, não quebrou a cana. Começa a perceber como se manuseia uma cana!
- O Cheta não molhou as sapatilhas e por conseguinte os pezinhos. Já se constipou por menos.
- O Borges estreou um boné novo meio abichanado. Alguém reparou?

 Borges: um boné abichanado?

- O Américo disse que estava proibido pelo médico de beber álcool. Lixou as cervejas todas.
- O barco limpou-se em meia hora, não ficando sequer uma cagadela de mosca, a estragar o serviço. Ainda não houve inspecção.
Enfim, foi um domingo totalmente FISH, exceptuando a ausência do Óscar, bem como a do Malheiro. Numa equipa todos fazem falta.

O Óscar e a sua ausência

Marina de Leça,  19 de Novembro de 2017
Luís M. Borges

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