Espírito olímpico
Mar de barragem
1.O mar foi a banhos
O mar tinha alisado as suas águas, mais parecendo uma barragem do Douro, de
tão suaves como elas se apresentavam…de brisa, só de memória se lhe sentiu a existência…e
quanto ao calor, nem por isso, porque um nevoeiro irrequieto, que se movia,
aparecia e desaparecia, impossibilitou-o. Dir-se-ia que o mar estava de férias.
Portanto, resumindo e concluindo, um mar
de sonho, daqueles que a gente apelida, de mar ideal para a prática da pesca.
Dois tristes serranos
2.Espírito olímpico
Na primeira poitada 2 serranos.
Na segunda poitada e durante uma hora e meia, uns poucos de serranos, dois
ou três sargos e umas fanecas de infantário.
Por causa desta pobreza franciscana, dei comigo a matutar no seguinte: lei
da descompensação? O mar deu-nos uma calmaria fabulosa, mas tirou-nos o peixe? Não…estava
a matutar mal…isto não é assim! Antes deste modo: os peixes são como as
mulheres, ninguém manda nelas.
Os sargos do Borges
Vai daí: fizemos a terceira poitada. Neste pouso, o barco recusava-se a
esticar a corda e rodava ao acaso, por inexistência de corrente. Mas, ainda
assim, acabaram por pingar uns peixitos. Quando a pesca esmorecia, o Cheta
largava cabo, puxava cabo e tornava a largar. As ensarilhadelas multiplicaram-se:
Cheta com Malheiro, Borges com Lamas, Óscar com todos…kķkkkkkk (um elogio: o
Óscar é o melhor tecelão do barco – desfaz qualquer nó que lhe apareça. E
ostenta uma paciência, que nem monge tibetano).
E estávamos nisto…com persistência olímpica encheu-se um cabaz. Eram 10 horas
e quarta mudança. Até as 13h00 a equipa
olímpica das quinas marcou uns penaltis: encheu uma segunda caixa com
exemplares maduros.
Os carapaus do Borges
3.O inconformismo do Borges
Se os meus amigos bem se lembram, aquele jovem de 71 anos, na sessão de
pesca anterior (dia 13 de Agosto), pescou uma merda. Não pegou, nem que tivesse
sido, um miserável sargo. Foi uma daquelas amarguras bem sentida. Cá o meu, não
gostou mesmo nada dessa má, dessa péssima prestação.
O Malheiro também pontuou
Deste modo, ele entendeu que desta vez o prejuízo teria de ser reparado e
eriçou-se de pergaminhos, postando-se em jeito de vingança. Havia ali uma
vontade enorme de pescar muitos sargos. Assim, acomodou-se ao volante e arrancou
tipo Fângio, mergulhando nas profundezas. Deu certo, porque nas curvas, nas retas
e nas subidas e descidas do fundo do mar, iniciou-se como taxista ocupado,
fartando-se de transportar passageiros: o menino Borges trouxe ao destino
final, às caixas, 15 sargos e mais 2 choupas. Foi assim reposta a sua competência.
Os meus colegas tentaram sabotar a contagem, referindo contagens pessoais impossíveis.
Mas, qual quê…o meu transporte era mais bonito e trazia mais passageiros. Ganhei
neste dia o prémio “volante de ouro”.
Será, que conseguem admitir como verdadeiro, que nem me apetecia almoçar,
tal a excitação? E já eram 13h00…
Chama-se a isto apetite
4.Moelas e Vinhão
Pelas 13h30 o “empregado” chegou-se à nossa mesa com duas panelas a
fumegarem odores apetecíveis: uma com massa e outra com moelas estufadas à Óscar.
Foi mesa pequena, apetite grande. Até os mascatos rasavam o barco…não sei se
têm um olfacto apurado, mas que têm bicos eficazes, lá isso têm. Tiveram azar
pois não sobrou nada…
Este Óscar, por mais que puxe pela memória do paladar, não me lembro de
ter comido alguma vez, moelas tão gostosas. Também ajudou o Vinhão – negro,
espumoso, fresquinho, bem bebido a tragos lentos…das 3 garrafas cheias daquele
verde de Felgueiras, só ficaram os vidros. Disseram-me:
- Traga mais.
Os cinco amantes da vida, sentiram-se vivos, mais vivos.
A mortalha da choupa
Carapaus gay em cama vegetal
Euforia
5. A pausa
O peixe costuma dar-nos pausa habitualmente entre as 12h00 e as 14h30.
Dizem os mais velhos e experimentados pescadores, que eles param a sua
actividade alimentar, por causa do sol, que se posiciona na vertical. Não sei…Neste
dia, como a pausa se verificou a partir das 13h00, lógicamente que só a partir
das 15h30 acordariam da sesta e se fariam à vida. Foi “certinho, certinho” (o
outro diria “limpinho, limpinho”, pelo que limpámos o cebo a mais uma série de espécies.
Até pargos. E muitas cavalas, esses peixes indesejados por quase todos os meus
compatriotas, exceptuando o Malheiro e Moi,
que apreciam peixes sem escama e sem bexiga natatória – manias.
Este Cheta quando quer...
E assim se encheram no total 3 caixas e meia, o que considerando a técnica
utilizada – mudanças constantes de pesqueiro e mais ou menos cabo – se
classificou a pescaria com um razoável mais.
A terminar, mister Jameson apareceu e fez questão de proceder ao
encerramento deste dia de pesca, com um brinde, à boa maneira irlandesa.
A visita de Mr Jameson
Durante o naveganço até à Marina cantou-se a canção do brasileiro Eduardo
Costa “A Sapequinha”. Meus irmãos brazucas, a pesca dos tugas é assim.
Kkkkkkkkkk
Okey
Leça, 15 de Agosto de 2016
Luís M. Borges
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