O Forte
1.BoatosAproveitando o feriado e as boas condições marítimas, a decisão foi batermos de novo, a área dos gorazes.
O Cheta acabou por arranjar sardinha e cavala frescas e ainda montar mais uns aparelhos. Tínhamos os dois na véspera ido a Esposende à Pescávado comprar mais fios, anzois e chumbadas.
Cavalas
Desta vez o nosso companheiro Forte, foi pescar. É sempre uma honra tê-lo connosco, embora eu ainda desconfie, que talvez fosse a cobiça pelos gorazes, a causa da decisão. Mas não. Eu sempre acreditei em boatos, são mentiras. Ele aprecia e sabe gozar a vida de pescador.
2. Foi dia sem cueca
Pois foi e foi estranho saber a seguinte notícia pelos jornais:
“Que neste dia foi o Dia Internacional da Criança, toda a gente sabe. O que nem todos saberão é que nesta data também se assinalou o Dia Europeu sem Cueca.”
Mas, tomando de mão esta achega, diria que também tivemos um dia sem Cueca, de pesca ao goraz, claro. Os pescadores-reizinhos vieram mais que sem cuecas, vieram nus.
Que dia de pesca mais estranho. Cinco pescadores lograram capturar em 9 horas de pesca, 7 gorazes, 15 carapaus, 20 cantarilhos pequenos, 5 fanecas e mais uns diversos. Obviamente, calhou um quinto do total deste pecúlio a cada um. Uma miséria!
Três carapaus a cada um
Valeu, para os que apreciam, ter aparecido no local um “pelotão” de congros. Malheiro e Óscar viram -se compensados. Até os amanharam no barco, com o cheirete das entranhas destes bichos, a federem o ar. Esta eutanásia congral é aceite na embarcação, pois se fosse na Assembleia da dita República, não passaria.
O Malheiro e "su congrito"
3. Vai um P.O.?
Visto isto noutra perspectiva, falarei agora somente da tarde de pesca, que como bem sabem, decorre sempre depois do almoço. Eh, eh, eh, eh…
O almoço foi bacalhau, entremeado com macarrão, atomatado. A sobremesa foi queijo com húngaros (uma saborosa bolacha vendida nas padarias).
Massa com bacalhau
Pois esta sobremesa demorou 4 horas na mente dos pescadores. Sem peixes, não existe pesca, mas apenas pode existir ao menos a lembrança da sobremesa. E foram 4 horas a lembrar o acepipe. Uma mais que longa sobremesa.
A triste realidade...
Já perto das 17h30 alguém pediu:
- Tragam-me um P.O. por favor.
Obs: Logo vos direi o que é um P.O. Foi o Dr Adérito que me ensinou.
Marina de Leça, 31 de Maio de 2018
Luís M. Borges

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