1.É sábado “mon amour”
Quando um mar parece seda a ondular, uma seda azul ténis, talvez este lençol fosse propício para a concretização de enlaces. Lá na grande cama do fundo do mar poderia estar a acontecer o amor. Aquele amor na altura certa e com as condições de um sonho de vida.
Lábios de amor. Linda peixa…
Como todos sabem, os peixes e o mar obedecem à Mãe Natureza, no maior episódio da existência: a reprodução. O desejo da eternidade é absoluto, nada mais importando aos sargos, que a forte motivação da perpetuidade da espécie.
Canas paradas
O Malheiro silencioso
O Cheta triste
Os iscos acumulados
Das 08h00 às 10h30 foi esta a pesca
2. Silêncio, estou a pescar
Posso ser sincero? Já escrevi numa das minhas anteriores postagens, que gosto de pescar tal como um relógio a dar horas. Prefiro a regularidade à intensidade.
A regularidade é um vício de formiguinha, que trabalha sempre, mas devagar e bem.
A intensidade é um vício dos que se consideram campeões, tal e qual como a cigarra, que passa muito do seu tempo a cantar em força, desmesuradamente, e depois acaba em lamentações por ter gastado as asas.
Um sargo macho latino
Esta minha solicitação não invalida, que se festejem as capturas, mas cigarrar … cigarrar constantemente, do género:
- Destas 3 caixas de peixe, 2 são minhas!?
Com esta tirada concluí, que o nosso Amigo Forte, disse quase o mesmo, há uns tempos, numa euforia pessoal de auto-elogio:
- Destas 4 caixas de peixe, 3 são minhas!?
A única caixa que não era do Malheiro
Pelos vistos temos escola. Nasceu uma nova equipa, uma EQUIPA SOL, pois brilhará mais que o nosso belo Sol. Fantástico! Kkkkkkkkkkkk
3. Avaliação
Se há coisas com que gosto de me entreter, uma delas é avaliar. Entretenho-me frequentemente a registar mentalmente o nível de capturas dos meus companheiros e o meu próprio, obviamente. Neste dia de pesca cheguei às seguintes conclusões:
O Óscar aprecia a beleza
- O Óscar foi o pescador mais eficaz por causa sobretudo de uma nova cana azul e também ao facto de encher bem os anzóis com isco. O peixe em desova, ataca iscos grandes, por uma questão prática: não pode perder tempo, pois está rodeado de muitas sarguitas jeitosas e ansiosas.
- O Cheta foi o pescador menos eficaz. Penso, que tal anormalidade se deve a uma estranha coincidência: calhou sempre fora dos sítios certos, onde se encontravam os sargos. Só lhe calharam fundos desertos de peixes. Acontece aos melhores.
A única Choupa pescada pelo Cheta
- O Malheiro pescou bem, tal se devendo ao facto de estar a pescar com estranhos longos e finos(0,23) e o de baixo trabalhar para além da chumbada. A chumbeira de 150 (a mais leve do barco) também fazia correr a montagem na corrente, ficando quase todo o aparelhe quase paralelo ao fundo mar e não na vertical. Por isso, pescou diversas vezes 2 sargos em simultâneo: não sentia o peixe a comer o isco pousado no fundo do mar, só ferrando, quando sentia um dos anzóis de a puxar. Portanto, quando fazia a dupla, nunca sabia que vinham dois. Pura sorte, “Calhalho…)… Kkkkkkk
- O Borges, pescou dentro da normalidade, isto é, sempre na regularidade. Nem muito, nem pouco, mas quanto bastasse. Olarilolé, assim é que é!
EU, respeito o meu ritmo e acho, que a dedicação a este princípio, pode superar a falta de talento. 4. Massa de bacalhau
As saladas e a fruta não entram no cardápio dos nossos almoços. Antes abundam as massas, o arroz e as batatas, sempre como acompanhantes de carnes diversas. Carne, carne, carne…gordura, gordura, irra!
Ai o meu colesterol
Ficam as sugestões. Se for necessário consultar um Nutricionista, consulte-se.
Já disse, devemos estar sempre a decidir, em função da defesa da nossa saúde.
Uma faneca, só
Um abraço e até à próxima massa de bacalhau!
Leça, 16 de Fevereiro de 2019
Luís M Borges