domingo, 13 de outubro de 2013

36. MEMÓRIAS AO LONGO DOS RIOS



Diversificação
Na pesca no mar ainda há dias, com canas pesadas e peixes de prato cheio, passei hoje para a pesca de rio, com canas pluma e bordalos de pires. Estes extremos sempre me fizeram correr todo o percurso, da maresia para o verdume, do grito das gaivotas para o alerta do melro, do ritmo cadenciado das ondas para o suave correr das águas do rio e do mais de mil e umas diferenças. Acabo exausto com esta ânsia de diversificação! Por que raio sou assim?
Bem, vamos lá! Para o rio Paiva já com saudades, eis-me com o meu amigo e companheiro Vaz de Carvalho a almoçar o “prego” grande, tenro, saboroso e picante nas “Carvalhas”, com a Fernandinha a encher dois copos de vinho verde tinto.
Depois, bem…já suspensos no cheiro a água e por entre o arvoredo outonal, começámos a ver as bóias a flutuarem na corrente…
Na pesca há sempre distrações! Os castanheiros já carregavam ouriços verdes e as folhas das videiras na ramada ainda escondiam uns cachos de uvas americanas e a frescura do ar exigiu mais agasalho.
Entretanto, os pequenos peixes começaram a revelar-se. Revelaram-se bastantes, os suficientes, na minha perspetiva. A de Vaz de Carvalho é sempre mais exigente.
Por volta das 18h30 encerrámos as lides piscatórias, no belo trecho do rio Paiva, que por deferência a uma nossa e simpática amiga local, denominámos de sítio da “Milita”.
Pescámos mais de 150 peixes, entre bordalos, bogas e escalos. Calhou-me um terço!
Ah… colhemos as tais uvas americanas e comemo-las à romana, como fazia o Nero.
Rio Paiva, Espiunca, 11 de Outubro de 2013, LBorges

domingo, 6 de outubro de 2013

VOU RECOMEÇAR

Entendi voltar a escrever através deste meu blog.
Há muitos temas a tratar, sem ter de estar dependente de tecnicismos alheios.
Assim, a pesca, os amigos da pesca, tudo que esteja ligado a esta actividade que me apaixona, serão vertidos a partir de agora neste sítio.
Espero vir a ter a colaboração dos meus companheiros de pesca.
Aquele abraço.

LBorges